Nenhum texto de qualidade termina sem uma conclusão – espaço reservado para o autor complementar suas ideias, resumindo ou adicionando informações sobre o tema debatido em seu texto. Ela resulta da coesão entre a introdução e o desenvolvimento e deve ter seu conteúdo relacionado às duas primeiras etapas da redação.
Entre as mais usuais, podemos destacar três maneiras distintas de se concluir um texto.
a) Encerramento com resumo
Para fazer esse tipo de conclusão, resumimos o conteúdo de nossas ideias em breve recapitulação, dando possibilidades ao leitor de rever um pouco do assunto discutido. A seguir, completamos o raciocínio.
“O instinto de maldade do ser humano vem tomando conta de grande parte de seu interior.
Vítima de uma educação deformada e deformadora (ministrada por si próprio), o homem assiste passivamente a seu interior ser dominado pelo espírito de cobiça, de individualidade, de desrespeito a seus semelhantes, de ódio – sentimentos que violentam sua conduta, fazendo-o cada vez mais agressivo.
É a falta de religiosidade que permite essa dominação, pois, se ele tivesse o hábito de ver em Deus a saída para seus problemas de insatisfação pessoal, estaria protegido dessas violações de seu caráter; seria mais dócil e sensível e transformaria seus maiores desprazeres na vida.
Em suma, o homem está sendo dominado pelo espírito da maldade por não conhecer o espírito de pureza oferecido pela grandiosidade de Deus.”
b) Encerramento com um comentário adicional
A conclusão com um comentário adicional nos dá a possibilidade de acrescentarmos informações à mensagem contida no corpo da redação, mesmo na conclusão. Obviamente, essas informações não podem negar nenhuma declaração feita no argumento do texto.
“Sabe-se hoje que a população mundial cresce de modo assustador, apesar de inúmeras guerras e do alto índice de morte por fome no planeta.
A proporção entre o número de nascimento e o de óbitos, em alguns países de Terceiro Mundo, chega a ser de 4 por 1 e, mesmo com os chamados controles populacionais estimulados por alguns governos, essa proporção tende a aumentar ainda mais.
Se continuarmos nesse crescimento rápido, estima-se que muito breve a Terra alcançará a marca incrível de 5 bilhões de habitantes.”
c) Encerramento com uma resposta
Quando iniciamos nossa redação com uma introdução por questionamento, é boa política concluí-la, respondendo à indagação feita. Nesse caso, nossa resposta deve ser dada após examinarmos itens que respondam ao questionamento da introdução.
“Diante de tantas injustiças, todo cidadão há de perguntar: quem são os culpados por esse caos social que se instaurou em nosso país?
Se olharmos bem a nossa volta, é fácil percebermos os culpados: basta observarmos a educação precaríssima que os pais já há alguns anos dão aos filhos – modelo de educação que não se fundamenta no compromisso social, e, sim, na satisfação individual;que não se firma no respeito, na amizade, e sim, no desrespeito ao próximo.
Ora, se as crianças foram e são educadas por esse padrão educacional, quando se tornam adultos, tendem a praticar toda ordem de injustiças, pois sua visão de mundo se restringe às atitudes individuais e mesquinhas aprendidas durante a infância.
Portanto, se consideramos o argumento acima, concluímos que nós mesmos somos os culpados pela má-formação de nossa sociedade, e somos os principais responsáveis por todas as injustiças que imperam em nosso país.
Algumas expressões para fechar a redação
A seguir selecionamos algumas expressões que ligam os dois primeiros blocos de uma redação à conclusão. Observe:
a) As conjunções conclusivas: logo, portanto, por isso, por conseguinte, então, em vista de, pois, etc.
b) Alguns verbos usados no gerúndio (que indiquem uma conclusão): concluindo..., sintetizando, finalizando..., terminando..., resumindo..., etc.
c) Outras expressões que mostram conclusão de um assunto: em resumo; em síntese; em conclusão; enfim; assim; em suma; por estas razões, acreditamos que...; tudo isto nos leva a crer que...; verificadas estas questões, percebemos que; etc.
Adaptado de Textos dissertativos: leitura e produção. Leonor Werneck dos Santos. UFRJ, 2003.

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